sábado, 16 de agosto de 2008


Memórias

Por: Guilhermo Aderaldo

A vida passa pela ferrovia

E na velocidade, o tempo vai ficando para trás

Como dói a memória,

Posto que é algo que está e ao mesmo tempo não está conosco.

A vida anda, caminha com o vento

E eu, que sou brisa,

Insisto em seguir-lhe os rastros sem nunca alcançar-lhe.

Sinto seu cheiro, vejo suas cores e tomo seus gostos

E logo caio, num mundo obscuro.

Louco abismo da memória.

É na partida, na ruptura de todos os laços, de todas as crenças

Que temos a impressão de nos aproximar

Ao mesmo tempo de todas as sensações.

Viver é sempre descer na estação errada