Memórias
Por: Guilhermo Aderaldo
A vida passa pela ferrovia
E na velocidade, o tempo vai ficando para trás
Como dói a memória,
Posto que é algo que está e ao mesmo tempo não está conosco.
A vida anda, caminha com o vento
E eu, que sou brisa,
Insisto em seguir-lhe os rastros sem nunca alcançar-lhe.
Sinto seu cheiro, vejo suas cores e tomo seus gostos
E logo caio, num mundo obscuro.
Louco abismo da memória.
É na partida, na ruptura de todos os laços, de todas as crenças
Que temos a impressão de nos aproximar
Ao mesmo tempo de todas as sensações.
Viver é sempre descer na estação errada